Querida Salma, Por vezes, me vejo invadido pela falta que tu me fazes. Sinto-me a mergulhar na imensidão de um abismo. Tudo está tão presente e, ao mesmo tempo, tão distante. Em algum lugar eu sei, tu estás. Deixo-me envolver pelas lembranças, é tudo que tenho! Sinto-me refém dos abraços que muitas vezes protegeram-me e foram também proteção. Alegraram-me e foram motivos de alegria. Mesmo sabendo que já não somos tão nós. As lembranças me transportam aos momentos que conversávamos, sorríamos, brincávamos e silenciávamos. Meu coração acelera, as lágrimas fluem, a voz fica muda e horizonte me provoca, desafia. No teto vejo o nosso filme, a nossa história. Fecho os olhos e, onde estás? O som dos teus risos ecoa pelas montanhas da minha dor. Então, sinto a tua presença, porque em cada pulsar do meu coração eu te encontro. Sinto muito a sua Falta. Eternamente, Cássio....
O Silêncio que se faz....