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Mostrando postagens de julho, 2015

Há uma criança em nós

Imagem da Internet Fico fascinada quando vejo pessoas adultas que não expeliram do seu interior a criança que os enalteceram. E vez ou outra, despertam-na do sono involuntário e não sentem vergonha de exaltá-la. Chegam de mansinho, apertam a sua bochecha, o seu nariz. Te afaga os cabelos – melhor, bagunça os teus cabelos. Te joga sobre o sofá, faz cócegas e rola pelo chão contigo. Não hesita em comer um tablete de chocolate enquanto discute a performance dos personagens de Frozen, ou qualquer outra animação. Por vezes, te fala coisas tão bobas, apenas para ver-te suspirar, sorrir ou atirar uma almofada na direção oposta. Acho graça quando esse teu lado divertido aflora de repente e faz-me apaixonar outra vez, outras vezes, tantas vezes, repentinamente. Esses momentos não roubam de ti a seriedade de uma pessoa responsável, ousada, determinada, mas, enchem-me de orgulho por saber que tenho tudo isso em ti, ao meu lado. Por saber que dentro de ti habita uma criança que não...

O amor mais bonito

Imagem da Internet É provável que um dia ela negue que tudo isso aconteceu Negue que foi bom ter acontecido, negue que foi importante. Negue que algo mudou dentro da gente, daqui para o resto dos nossos dias, a perder de vista. Mas estou lembrando de tudo isso agora, e sei que ela também está, aonde estiver. Mas, não importa mais. Algumas pessoas apenas não nascem para ficarem juntas, digo juntas-juntas, embora seus encontros físicos sejam bem românticos e inesquecíveis. Vai ver é isso que querem dizer quando dizem que tudo isso é um jogo. Se você foi derrotado, não faz sentido ficar depois assistindo reprises dos melhores momentos. Só tope se souber perder. E eu perdi. Nós perdemos. Para nós mesmos, ou seja, perdemos para quem a agente é. Texto: Gabito Nunes - Maio/2013

Coluna Angular

M. Crisóstomo Imagem da Internet O mundo parecia que iria desabar.  Cheguei em casa ao fim do dia com a sensação de ter sido a coluna angular de uma estrutura faraônica. Em casa, fui conduzida ao banheiro pela força do cérebro. Liguei o chuveiro e vi-me, aos poucos, esvair sob a água que ao tocar-me o corpo, encharcava minha alma e transbordava para o ralo. Ainda vestida, com suéter, calça, sapatos e óculos senti minhas forças em fuga com o impacto da água. Fechei os olhos e senti o corpo transcender. Algum tempo depois, senti-me envolvida por um calor que, aos poucos, devolveu-me a vida. A água parou de cair e num ímpeto retribui o abraço ainda de olhos cerrados. Percebi ao meu lado que o ser que respirava se permitiu encharcar com a minha umidade. Com delicadeza despiu-me e libertou os meus poros. Tirou-me os sapatos e abraçou o meu corpo nu, aqueceu-me com a tua lucidez. Em seguida, tomou-me em seus braços e conduziu-me a nossa cama. Com os cabelos úmidos e ...