E às vezes no divã das lembranças me perco nos devaneios da abstração dos meus desejos mais genuínos. E ao perder-me encontro-me no porão dos devaneios ora tão sorrateiros, ora tão empiristas, mas, ainda assim, são meus cúmplices mais leais num vazio abstrato. Onde estão os sonhos pelo quais cheguei aqui? Onde estão as lembranças que nos aproximavam? Onde está os caminhos que me eram necessários trilhar? E de repente o passado me chega e bate a porta do meu arquivo morto e, lá está você, justamete aonde, imaginei que jamais o encontraria. Quando te olhei nos olhos, a nostalgia me trouxe o seu olhar tímido a mirar-me. Com a expressão de quem gritava em silêncio por um abraço nunca prometido, nunca dado, mas, que eu o apreendia. E lá estava você nos escombros da minha sorrateira memória. Justamente no lugar aonde nos perdemos. E senti saudades dos nossos olhares que se encontravam nos vazios entre nós e ali perpetuavam nossos desejos. Ouvi no silêncio das minhas emoç...
O Silêncio que se faz....