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Mostrando postagens de janeiro, 2014

Perfeita Sintonia

Inquietude

A questão aqui é a palavra Modernidade. Sim, Modernidade.  Originada da palavra Modernité  criada pelo poeta francês, Charles-Pierre Baudilaire,  em meados do século XIX. Modernité foi utilizada para fazer referência a um período de revoluções culturais no declínio da idade média marcado pela velocidade, pela predominância do efêmero e, principalmente, por uma nova sensibilidade – surgira então, o iluminismo. Se no século XIX já existia a percepção de rapidez nas transformações sócio-culturais, que palavra este poeta usaria para identificar nossa época – século XXI? Assim, ao dizer que somos modernos, estamos afirmando que também somos efêmeros? É óbvio que muitas palavras ao serem adaptadas para outros idiomas, de certa maneira, distanciam do significado original e passam a ser utilizadas em outros contextos para assimilar outros aspectos. É como se fizéssemos 'bom uso' da expressão. O significado e origem da expressão modernidade/ modernité , não abre lac...

Nostalgia do que vai passar.

Hoje parei para observar quantas coisas aconteceram ao longo de três anos de faculdade. Tantas apostilas, produções, comentários... Quanto aprendizado. Uma época que as xérox eram indispensáveis. E ainda são. Tenho tantas... Algumas repetidas – não que eu precisava de mais de uma, mas, por serem tão importantes sem perceber eu comprei duas [foram poucas, creia]. Meus textos... Ao ler pergunto: como assim? Ora pela complexidade, ora pela ingenuidade. Tinha um fascínio e uma garra muito singular. Muitas coisas eu não entendia bem – como hoje, mas, tenho outra percepção. Antes, cercava-me a incerteza de tantos dias vindouros. Hoje sinto uma preocupação acerca dos poucos dias que ainda tenho naquele universo acadêmico. A cada aula sinto que é mais um passo ao encontro de uma realidade completamente outra. Estar na faculdade foi uma das melhores coisas que me aconteceram em 22 anos. Sobretudo, porque amo o meu curso. Parece loucura, mas, d...

A solidão da cidade vazia

Em dias que encabeçam o novo ano, novamente a cidade parece despertar. Não que ela estivesse dormindo, ou, dormido. Mas, porque aqueles e aquelas que a fazem mover estiveram noutro lugar. Eles regressam para outra vez partir. Recomeçam suas vidas corridas de estudos e trabalhos, planos e insônias. Vivem como se não fossem daqui. Palmas, uma cidade de tod@s, se alegra ao longo ano para sobreviver a solidão do Natal e Réveillon. Ainda estava lúcida quando percebi que nos dias que se encaminhavam para o fim do ano, faltavam as buzinas dos motoristas nervosos nas manhãs desta cidade, por ora solitária. Pessoas estressadas com suas rotinas medonhas, porém necessárias para se conquistar uma semana de liberdade. Onde estão aqueles que falam ao telefone sobre tantas coisas no ônibus lotado? Onde estão os condutores apressados e que são os últimos a passarem pelo sinal amarelo? Não existem filas nos bancos. Nem clientes nervosos porque sempre têm razão. Os restaurantes fecham a...