M. Crisóstomo Não tinha palavras que descrevessem as sensações compartilhadas naquele momento. Nossos olhares inquietos, as mãos suadas tão involuntariamente quanto o ritmo do coração acelerado. A voz nos abandonara naquele frenesi de sentimentos. Apesar do desconforto, permanecemos ali. Parecíamos dois adolescentes... Nossos lábios trêmulos ao mesmo tempo em que o calafrio adornava a barriga. Segurastes minha mão e aos poucos compreendíamos a euforia em particular. Nos abraçamos. Seu perfume cítrico levedava meus pensamentos e entregamo-nos com igual cumplicidade. Neste instante meus olhos ainda procuram seu olhar entorpecente e sorrio disfarçadamente ao lembrar-me de cada instante.
O Silêncio que se faz....