E às vezes no divã
das lembranças me perco nos devaneios da abstração dos meus desejos mais genuínos.
E ao perder-me encontro-me no porão dos devaneios ora tão sorrateiros, ora tão empiristas, mas, ainda
assim, são meus cúmplices mais leais num vazio abstrato.
Onde estão os sonhos
pelo quais cheguei aqui?
Onde estão as lembranças que nos aproximavam?
Onde está os caminhos que me eram necessários trilhar?
Onde estão as lembranças que nos aproximavam?
Onde está os caminhos que me eram necessários trilhar?
E de repente o
passado me chega e bate a porta do meu arquivo morto e, lá está você, justamete
aonde, imaginei que jamais o encontraria.
Quando te olhei nos
olhos, a nostalgia me trouxe o seu olhar tímido a mirar-me. Com a expressão de
quem gritava em silêncio por um abraço nunca prometido, nunca dado, mas, que eu
o apreendia.
E lá estava você nos
escombros da minha sorrateira memória. Justamente no lugar aonde nos perdemos.
E senti saudades dos
nossos olhares que se encontravam nos vazios entre nós e ali perpetuavam nossos
desejos. Ouvi no silêncio das minhas emoções as palavras que nunca foram pronunciadas
por ti, mas, que de certa forma sempre estiveram presente.
Talvez, por isso,
fiquei surpresa ao ouvir o som da sua voz.
Sinto Saudades de
tudo o que desconhecemos um num outro.
Como se fosse um
ofício tenho você no âmago da minha história.
Maryellen Crisóstomo

Comentários
Postar um comentário