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Pessoa (s)

Às vezes precisamos ser vistos simplesmente como Pessoa. Queremos que os olhos que nos miram não tenham a pretensão de julgar-nos, ou, justificar os nossos atos e (in) quietudes.
Talvez precisemos apenas de uma Pessoa Amiga, que em silencio e com palavras compreendem a nossa humanidade, o nosso existir.
Precisamos de pessoas que sorriam conosco, que falem quando perguntamos, mas, também que tenha maturidade suficiente para nos falar a verdade sem medo de nos ferir, pessoas que não se cansam da nossa história e que respeitem o nosso silencio.

Pessoas que saibam que o tempo longe não significa abandono e que não nos fazem prisioneiros do seu egoísmo e tantos ismos que nos diminuem. Mas, que acima de tudo, falem sobre nós com a certeza de que somos humanos com defeitos e erros e com imensa capacidade de surpreender, sempre.

_Maryellen Crisóstomo

Foto: Maryellen Crisóstomo

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30/06

Não peço à Deus a graça de poder narrar minhas histórias, apenas a dádiva de vivê-las. "É bom olhar pra trás E admirar a vida que soubemos fazer É bom olhar pra frente, é bom, nunca é igual Olhar, beijar e ouvir cantar um novo dia nascendo É bom e é tão diferente [...]" (Dessa vez - Nando Reis) Self: M. Crisóstomo

Dúvidas

M. Crisóstomo Ainda não sei, se te olho disfarçadamente ou se contemplo a sua presença. Se caminho ou se corro em sua direção. Se lhe estendo apenas uma mão ou lhe ofereço meu abraço. Não sei se sorrio ao olhar em teus olhos, ou se mantenho a indiferença. Tenho dúvidas se aceito a despedida ou se lhe peço para ficar. Não sei se pergunto por quanto tempo vais ou se posso seguir contigo... Não sei se lhe envio os versos dedicados ou se apago-os ao terminar de digitá-los... Um dia ao recordar todos os poemas que lhe dediquei, reescreverei-os e a ti me entregarei. Imagem: reprodução da internet

(En)constraste-me

Foto: M. Crisóstomo Trazia nas mãos a mais nobre das oferendas: a gratidão. No olhar, a humildade de quem aprendera que desta vida nada se leva. Tinha a voz calma e uma serenidade contagiante. A sua face revela as marcas inevitáveis do tempo que passa e leva consigo o que a juventude não pode conter. Seu olhar é compreensivo e de alguma forma, não me sinto inédita em tua presença. Sua experiência já sabe o que eu sentia e o quanto era efêmero. Toda força física agora convertida em palavras sábias. Com o timbre enfraquecido, ouvi-la exigia o silêncio interno. Ela mudou tanto que cabia perfeitamente no meu abraço. Sem pressa ou qualquer resistência, nunca hesitou adormecer ao som do meu coração. Não sabia quanto tempo lhe restava, mas, sentia que o meu estava esgotando. Texto: M. Crisóstomo