Pular para o conteúdo principal

Apaixonar-se diariamente!

Maryellen Crisóstomo

   Ao final do ano é comum fazermos listas do que faremos nos próximos 12 meses. Relembrarmos o que fizemos. O que nos aconteceu. Mas, também o que não pudemos realizar por inúmeras circunstâncias.
   Chegaríamos mais completos ao fim do ano, se compreendêssemos que a felicidade é fruto da nossa capacidade de apaixonarmos por coisas simples. Pois, Felicidade não é um estado da alma, mas, o ápice de momentos e momentos passam. 
   Embora sejam passageiros, os sentimentos são fatores que determinam o sucesso e o fracasso de um ano ou de uma vida inteira. Não podemos extrair aprendizados se não formos sensíveis e maduros suficientes para compreendermos a profundidade do que é efêmero porque cada instante é único, como as pessoas e as sensações.
   Vivemos bem quando nos apaixonamos diariamente por nós mesmos e pelo mundo ao redor: como se fosse a primeira vez. Quando não nos permitimos acostumar com o outro e com as situações.
Foto: M. Crisóstomo

Durante o ano inteiro a nossa preocupação deveria partir dos seguintes princípios:
  • Apaixonar em cada amanhecer pela oportunidade de estarmos vivos e acumularmos experiências.
  • Apaixonar por pessoas que nos ajudam a sermos melhores sem cobranças e sem julgo.
  • Apaixonar pelo sol que põem de forma espetacular ao fim dia. Pelo barulho da chuva no telhado.
  • Não deixarmos passar despercebida a oportunidade de fazemos o Bem e promovermos a Paz.
  •  Construímos pontes e não muros entre as pessoas.
  • Usarmos o silêncio não como cumplicidade, mas em substituição de palavras destrutivas das quais possamos nos arrepender.
  • Deixarmos o mundo a nossa volta menos insalubre para que as pessoas próximas sintam-se bem.

   Dessa maneira, as promessas do final do ano seriam revisadas diariamente, porque um mundo melhor é possível a partir do nosso esforço, não para erradicar as guerras, mas, para que pessoas de bem não perca a razão de viver.
  Não é nosso papel mudar o mundo dos outros, mas, provarmos com a nossa vida que o mundo particular pode ser compartilhado de forma esplêndida através de um sorriso espontâneo, um silêncio compreensivo e um olhar de ternura.
Que o ano vindouro nos traga ousadia, determinação e acima de tudo, serenidade para percebermos que muitos ao nosso lado morrem aos poucos, sedentos de compreensão e famintos de carinho no exílio de nossa Amizade.

Desejo que tenhamos muita Paz e tudo mais será um acontecimento em nós!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

30/06

Não peço à Deus a graça de poder narrar minhas histórias, apenas a dádiva de vivê-las. "É bom olhar pra trás E admirar a vida que soubemos fazer É bom olhar pra frente, é bom, nunca é igual Olhar, beijar e ouvir cantar um novo dia nascendo É bom e é tão diferente [...]" (Dessa vez - Nando Reis) Self: M. Crisóstomo

Dúvidas

M. Crisóstomo Ainda não sei, se te olho disfarçadamente ou se contemplo a sua presença. Se caminho ou se corro em sua direção. Se lhe estendo apenas uma mão ou lhe ofereço meu abraço. Não sei se sorrio ao olhar em teus olhos, ou se mantenho a indiferença. Tenho dúvidas se aceito a despedida ou se lhe peço para ficar. Não sei se pergunto por quanto tempo vais ou se posso seguir contigo... Não sei se lhe envio os versos dedicados ou se apago-os ao terminar de digitá-los... Um dia ao recordar todos os poemas que lhe dediquei, reescreverei-os e a ti me entregarei. Imagem: reprodução da internet

(En)constraste-me

Foto: M. Crisóstomo Trazia nas mãos a mais nobre das oferendas: a gratidão. No olhar, a humildade de quem aprendera que desta vida nada se leva. Tinha a voz calma e uma serenidade contagiante. A sua face revela as marcas inevitáveis do tempo que passa e leva consigo o que a juventude não pode conter. Seu olhar é compreensivo e de alguma forma, não me sinto inédita em tua presença. Sua experiência já sabe o que eu sentia e o quanto era efêmero. Toda força física agora convertida em palavras sábias. Com o timbre enfraquecido, ouvi-la exigia o silêncio interno. Ela mudou tanto que cabia perfeitamente no meu abraço. Sem pressa ou qualquer resistência, nunca hesitou adormecer ao som do meu coração. Não sabia quanto tempo lhe restava, mas, sentia que o meu estava esgotando. Texto: M. Crisóstomo