M. Crisóstomo
Eu desconheço a mim mesma toda vez que tento encontrar-me.
Me perco nos meus labirintos de devaneios, anseios, emoções e vazios.
Sou tão cheia de sonhos e ao mesmo tempo há lacunas que não completam.
Desconheço a mim mesma quando reajo com indiferença e quando sou completamente frágil.
Me desmancho em lágrimas e risos com a mesma intensidade.
Sou completa na forma como me apresento. Represento-me por completo.
Por vezes sou forte e ignoro provocações com um olhar cético apenas pelo deleite de Ser.
Por vezes minha fortaleza se transforma em lágrimas, profiro palavras que ao saírem fere a mácula da alegria e destroi as projeções ao meu respeito. Mergulho em minhas angústias e sou toda lágrimas.
Às vezes quero passar despercebida, apenas respirar. Mas sou tomada pela certeza de que quem está ao meu lado merece o meu melhor.
Em alguns momentos quero ficar muda, mas, as palavras têm significados para quem as ouve. Seleciono e adiciono a minha melhor melodia, o riso.
Ora sou amiga, ora, alheia. Por vezes sou mulher, outras, exponho a criança que o tempo insiste em adormecer no meu interior.
Não sou bipolar. Sou como a Lua, de Fases.
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