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Insensata Delicadeza

Talvez pudéssemos viajar...
Conhecer lugares e pessoas diferentes... Se perder e encontrar-se nos deleites do desconhecido, contemplar amanheceres e entardeceres de um mesmo sol em lugares distintos sob o único céu. Poderíamos nos permitir e simplesmente conhecer as belezas e diversidades que nos une num território Brasil. Somos de longe, somos do Norte, do Sul, do Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. Lugares tão diferentes que, se separados, seriam por si só uma nação, devido às riquezas culturais, climáticas, econômicas e mais tantas outras... Mas, enquanto universitári@s, não podemos ter planos.
Porque aguardamos no hall da incerteza pelo dia em que a Educação será Prioridade no Brasil. Sim, porque se os disseminadores fossem vistos com dignidade muitas pessoas não estariam vivenciando as consequências de Três  greves em Quatro anos de faculdade.
- Falta quanto tempo para você se formar?
- Faltam dois períodos
-Será no final do ano?
- Não sei, não tenho data.
É essa a resposta que temos com relação ao nosso futuro. Aliás, não temos data nem para iniciar as aulas.  Uma vez nos preocupávamos com as atividades acadêmicas, hoje, nos preocupa não ter o que fazer academicamente.
Não é culpa dos técnicos. Não vejo a paralisação com negatividade, pois, é o sistema educacional do Brasil que está débil. Sim, é Justo, as pessoas precisam manifestar-se e a greve é um indicativo eficaz para obter melhorias (embora elas não cheguem por completo).
Não me assusta o fato da greve em si, mas, sim a capacidade de milhares de eleitores elegerem representantes errados por motivos supérfluos e os deixarem onde estão por quatro anos – quando não são reeleitos.

 
Dariusz-Klimczak

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30/06

Não peço à Deus a graça de poder narrar minhas histórias, apenas a dádiva de vivê-las. "É bom olhar pra trás E admirar a vida que soubemos fazer É bom olhar pra frente, é bom, nunca é igual Olhar, beijar e ouvir cantar um novo dia nascendo É bom e é tão diferente [...]" (Dessa vez - Nando Reis) Self: M. Crisóstomo

Dúvidas

M. Crisóstomo Ainda não sei, se te olho disfarçadamente ou se contemplo a sua presença. Se caminho ou se corro em sua direção. Se lhe estendo apenas uma mão ou lhe ofereço meu abraço. Não sei se sorrio ao olhar em teus olhos, ou se mantenho a indiferença. Tenho dúvidas se aceito a despedida ou se lhe peço para ficar. Não sei se pergunto por quanto tempo vais ou se posso seguir contigo... Não sei se lhe envio os versos dedicados ou se apago-os ao terminar de digitá-los... Um dia ao recordar todos os poemas que lhe dediquei, reescreverei-os e a ti me entregarei. Imagem: reprodução da internet

(En)constraste-me

Foto: M. Crisóstomo Trazia nas mãos a mais nobre das oferendas: a gratidão. No olhar, a humildade de quem aprendera que desta vida nada se leva. Tinha a voz calma e uma serenidade contagiante. A sua face revela as marcas inevitáveis do tempo que passa e leva consigo o que a juventude não pode conter. Seu olhar é compreensivo e de alguma forma, não me sinto inédita em tua presença. Sua experiência já sabe o que eu sentia e o quanto era efêmero. Toda força física agora convertida em palavras sábias. Com o timbre enfraquecido, ouvi-la exigia o silêncio interno. Ela mudou tanto que cabia perfeitamente no meu abraço. Sem pressa ou qualquer resistência, nunca hesitou adormecer ao som do meu coração. Não sabia quanto tempo lhe restava, mas, sentia que o meu estava esgotando. Texto: M. Crisóstomo