Maryellen Crisóstomo
Celebrar o outro é uma atitude de altruísmo que nos permite
sentir de volta a alegria que proporcionamos.
É deixar que o outro seja quem o é, sem medo, sem máscara
nem receio.
É perceber os olhos que brilham após um toque, um abraço, um
sorriso, uma palavra boba, um olhar de apoio ou simplesmente, uma presença
silenciosa. Mas, um silêncio que não intimida e sim, encoraja.
Celebrar o outro é sorrir junto e não, do outro.
É ter coragem para falar e silenciar nos momentos oportunos e
nunca abandonar.
É permitir que o outro seja mais que o comum, seja peculiar,
esplêndido.
Em todos os momentos estar junto, sem sentir que o outro é
sua propriedade, mas sim, alguém livre que em meio a tantas possibilidades de
ir longe, pousa ao seu lado.
É criar motivos para que o outro fique sem sentir-se
prisioneiro.
É saber abraçar forte na hora da partida como reconhecimento de
tudo que valeu a pena.
É olhar nos olhos e fazer-se compreendido sem usar palavras
maleáveis que distorcem os sentimentos fortes.
E por vezes, contentar-se com um sorriso intenso quando a
vontade é abraçar.
É entender que, por mais que outro esteja ao lado, naquele
instante, não pode te pertencer.
É aproveitar cada momento juntos, não como se fosse o último,
mas, como todos que foram intensos e por isso mereceram ser revividos.
É cuidar para que cada despedida seja um elo entre o fim e o
começo.
E ainda ter a sutileza de reconhecer no outro todas as
possibilidades de ser feliz e, Ser Feliz!
| Foto: M. Crisóstomo |
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