Maryellen Crisóstomo
Poderia te falar da multidão de sentimentos que habitam o
breve espaço que há entre nós.
Poderia descrever que nada é por acaso, mas, ficaria
evidente demais, o que a sua presença representa num mundo particular.
Seria muita audácia pedir para sorrir mais vezes, só para eu
ver o brilho dos seus olhos?
E se eu pedisse para que tu digas algo, qualquer coisa,
apenas para a sua voz se transformar em melodia no ritmo do meu coração...
E se eu pedir para que tu chegues após tantas partidas?
E se os nossos encontros durassem bem mais que as
lembranças?
Não me importo se tu vais, ou por onde andas. Importa-me que
tu regresses e ao chegar, abraça-me como quem sentiu saudade e que se alegra ao
retornar-se.
Importa-me saber de ti. Mas, se ficas mudo, respeito o teu
silêncio em troca do direito de estar contigo e contemplar horizontes.
Mal sabes que o seu toque tímido me provoca êxtase. Mal
sabes que a tua presença é um prêmio por estar viva. Por estamos aqui.
Somos tão proibidos. Que o desejo perpetue o pecado.
Tudo seria diferente se estivéssemos esquecido o primeiro
olhar, mas, ele se repete tanto nas lembranças quanto nas oportunidades.
Parece insólito e íngreme, mas é proporcionalmente
involuntário e atordoado.
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