M. Crisóstomo
Ainda sinto sua respiração tão próxima...Nossas têmporas cálidas por meses fragmentados em dias inesquecíveis.
Houve dias em que cada suspiro era uma superação vibrante e foram eles que fecharam o ciclo.
Nossas aventuras e aprendizados, tão sólidos quando voláteis em um passado breve e, ao mesmo tempo, intenso. Nosso!
As partidas e chegadas, entre elas o maravilhar-se com os caminhos e caminhares por vezes só, outras acompanhada e ainda muitas vezes, uma em milhares.
Na transição do minuto em que se encerrou o ciclo, abri-me para o novo. Sem expectativas mirabolantes, apenas com o desejo de viver, decididamente viver.
Sutilmente vou abraçando novos desafios sem medo de tentar, mas, com translúcida certeza de que, de alguma forma, tudo vale a pena.
Tudo começa aqui. O coração apertado reincidente da sensação de um em meio a milhares. Porque são os sonhos que determinam nossa persistência. Hoje acordei mais sonhadora. Preciso refazer os cálculos com frequência para situar-me no tempo, esqueço-me que os anos passam, talvez pela minha opção de viver subitamente. Interessa-me a fração dos dias, mais do que as soma dos anos.
Junho é um mês especial, por isso, todos os anos faço escolhas e adoto mudanças no conjunto que compõe o My Selfie. Alguns fazem planos em dezembro, no meu caso o ano inicia em Junho, 30 de junho, especificamente.
Neste, decidi que intrinsecamente a tudo responderei com sorriso escoltado por um olhar profundo. O que significa? Qualquer coisa melhor do que palavras importunas, vazias ou cortantes.
Não vou pular ondas. Nem jogar flores para Iemanjá
Quero apenas a dádiva de construir histórias ao invés da glória de poder contá-las.
Encontrastes-me. Contraste-me bem leve e leve-me.
| M. Crisóstomo |
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