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Coluna Angular

M. Crisóstomo

Imagem da Internet
O mundo parecia que iria desabar.
 Cheguei em casa ao fim do dia com a sensação de ter sido a coluna angular de uma estrutura faraônica.
Em casa, fui conduzida ao banheiro pela força do cérebro. Liguei o chuveiro e vi-me, aos poucos, esvair sob a água que ao tocar-me o corpo, encharcava minha alma e transbordava para o ralo.
Ainda vestida, com suéter, calça, sapatos e óculos senti minhas forças em fuga com o impacto da água. Fechei os olhos e senti o corpo transcender.
Algum tempo depois, senti-me envolvida por um calor que, aos poucos, devolveu-me a vida. A água parou de cair e num ímpeto retribui o abraço ainda de olhos cerrados.
Percebi ao meu lado que o ser que respirava se permitiu encharcar com a minha umidade. Com delicadeza despiu-me e libertou os meus poros. Tirou-me os sapatos e abraçou o meu corpo nu, aqueceu-me com a tua lucidez.
Em seguida, tomou-me em seus braços e conduziu-me a nossa cama. Com os cabelos úmidos e os olhos ainda cerrados, senti o cobertor ser ajeitado sobre o meu corpo.
Adormeci.
Não sei por quanto tempo fiquei embaixo do chuveiro, nem o quanto dormi.
Acordei na manhã seguinte em seus braços e protegida do mundo, do medo, da dor, da desilusão e do desespero de viver.

Virei-me devagar e encontrei em se rosto a moldura do sorriso belo, o qual tenho a honra de testemunhar todas as manhãs.

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30/06

Não peço à Deus a graça de poder narrar minhas histórias, apenas a dádiva de vivê-las. "É bom olhar pra trás E admirar a vida que soubemos fazer É bom olhar pra frente, é bom, nunca é igual Olhar, beijar e ouvir cantar um novo dia nascendo É bom e é tão diferente [...]" (Dessa vez - Nando Reis) Self: M. Crisóstomo

Dúvidas

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