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Fico fascinada quando vejo pessoas adultas que não expeliram
do seu interior a criança que os enalteceram. E vez ou outra, despertam-na do
sono involuntário e não sentem vergonha de exaltá-la.
Chegam de mansinho, apertam a sua bochecha, o seu nariz. Te afaga
os cabelos – melhor, bagunça os teus cabelos. Te joga sobre o sofá, faz cócegas
e rola pelo chão contigo. Não hesita em comer um tablete de chocolate enquanto
discute a performance dos personagens de Frozen, ou qualquer outra animação. Por
vezes, te fala coisas tão bobas, apenas para ver-te suspirar, sorrir ou atirar
uma almofada na direção oposta.
Acho graça quando esse teu lado divertido aflora de repente
e faz-me apaixonar outra vez, outras vezes, tantas vezes, repentinamente.
Esses momentos não roubam de ti a seriedade de uma pessoa
responsável, ousada, determinada, mas, enchem-me de orgulho por saber que tenho
tudo isso em ti, ao meu lado. Por saber que dentro de ti habita uma criança que
não se corrompeu com a rigidez vida, com manuais de procedimentos com os quais
tens contato diariamente.
Também me apaixono por ti quando em uma reunião de negócio
genuinamente expõe e defende seus ideais. Teu jeito de olhar nos olhos e
assegurar que não há melhor alternativa. Agradeço ao criador pela dádiva de
poder estar ao teu lado.
As únicas rugas que acato são as que tu fazes surgir ao
despertar meus risos constantes. As lágrimas que não me doem são as que fluem em
meio as gargalhadas. A melodia que me acalenta é o som da voz ecoando pela
casa.
Te espero todos os dias com ansiedade, porém, sem pressa.
M. Crisóstomo

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