Imagem da Internet Fico fascinada quando vejo pessoas adultas que não expeliram do seu interior a criança que os enalteceram. E vez ou outra, despertam-na do sono involuntário e não sentem vergonha de exaltá-la. Chegam de mansinho, apertam a sua bochecha, o seu nariz. Te afaga os cabelos – melhor, bagunça os teus cabelos. Te joga sobre o sofá, faz cócegas e rola pelo chão contigo. Não hesita em comer um tablete de chocolate enquanto discute a performance dos personagens de Frozen, ou qualquer outra animação. Por vezes, te fala coisas tão bobas, apenas para ver-te suspirar, sorrir ou atirar uma almofada na direção oposta. Acho graça quando esse teu lado divertido aflora de repente e faz-me apaixonar outra vez, outras vezes, tantas vezes, repentinamente. Esses momentos não roubam de ti a seriedade de uma pessoa responsável, ousada, determinada, mas, enchem-me de orgulho por saber que tenho tudo isso em ti, ao meu lado. Por saber que dentro de ti habita uma criança que não...