E na parede há uma moldura de nada que ampara um vazio profundo que evidenciam as cores do silêncio gritante e que dá forma a minha angústia. O clima tenso exala uma essência áspera que ao passar pelas narinas fere a garganta seca.
Do lado oposto uma porta que se abre para algum lugar. A força do medo aumenta o barulho das árvores lá fora. Pode ser que não existem árvores, apenas a minha imaginação.
Sento-me na cama e não encontro o chão para apoiar o meus pés, não estou flutuando. Ainda encontro-me sob o teto das nuvens de devaneios.
Tento levantar-me para ver o sol que ilumina o novo dia. E aqui estou, sobre o mesmo leito de abstração.
Maryellen Crisóstomo
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