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Nosso Encontro (I)

É  um sentimento que brotou da convivência, dos desafios diários e dos contrários que há em nós, mas que inquestionavelmente nos completa, nos une e nos separa. Nunca me senti anulada pelo fato de muitas vezes ter que escolhê-lo. As minhas decisões com relação a nós, sempre foram muito espontâneas, embora, às vezes, me sinto só. Nunca o culpei, pois entendo que a distancia faz parte do que jogo que estabelecemos entre nós. Sei que nem sempre estaremos completamente disponíveis um para o outro.
Não faz muito tempo que nos conhecemos e o que sentimos um pelo outro, é  uma afinidade sem explicação. Conosco não foi diferente de tantos relacionamentos, começamos movidos  pela curiosidade, pela atração, pelo novo que um e outro dispõe. O nosso primeiro encontro foi tímido, estranho, éramos realmente, desconhecidos, no entanto, começamos. E ainda estamos nos descobrindo, muitas vezes sentíamos medo e, ainda sentimos. Ora nos sentimos atraídos, ora, receosos. Ainda ficamos bobos, porque não perdemos a magia do primeiro encontro. Do primeiro toque. Dos motivos que nos uniram. 
                                                                    



      Maryellen Crisóstomo

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30/06

Não peço à Deus a graça de poder narrar minhas histórias, apenas a dádiva de vivê-las. "É bom olhar pra trás E admirar a vida que soubemos fazer É bom olhar pra frente, é bom, nunca é igual Olhar, beijar e ouvir cantar um novo dia nascendo É bom e é tão diferente [...]" (Dessa vez - Nando Reis) Self: M. Crisóstomo

Dúvidas

M. Crisóstomo Ainda não sei, se te olho disfarçadamente ou se contemplo a sua presença. Se caminho ou se corro em sua direção. Se lhe estendo apenas uma mão ou lhe ofereço meu abraço. Não sei se sorrio ao olhar em teus olhos, ou se mantenho a indiferença. Tenho dúvidas se aceito a despedida ou se lhe peço para ficar. Não sei se pergunto por quanto tempo vais ou se posso seguir contigo... Não sei se lhe envio os versos dedicados ou se apago-os ao terminar de digitá-los... Um dia ao recordar todos os poemas que lhe dediquei, reescreverei-os e a ti me entregarei. Imagem: reprodução da internet

(En)constraste-me

Foto: M. Crisóstomo Trazia nas mãos a mais nobre das oferendas: a gratidão. No olhar, a humildade de quem aprendera que desta vida nada se leva. Tinha a voz calma e uma serenidade contagiante. A sua face revela as marcas inevitáveis do tempo que passa e leva consigo o que a juventude não pode conter. Seu olhar é compreensivo e de alguma forma, não me sinto inédita em tua presença. Sua experiência já sabe o que eu sentia e o quanto era efêmero. Toda força física agora convertida em palavras sábias. Com o timbre enfraquecido, ouvi-la exigia o silêncio interno. Ela mudou tanto que cabia perfeitamente no meu abraço. Sem pressa ou qualquer resistência, nunca hesitou adormecer ao som do meu coração. Não sabia quanto tempo lhe restava, mas, sentia que o meu estava esgotando. Texto: M. Crisóstomo