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UnDiversidade

A universidade é um lugar aonde você se permite.
Se permite conhecer e conviver com o outro, com o completamente outro e consigo mesmo.
Nos tornamos partes de uma UnDiversidade.
É espaço de possibilidades, aprendizados, devaneios e constantes descobertas.
A crise existencial do acadêmico é muito profunda, por vezes fundamentada em questionamentos como:
Esse é o curso certo?
Será que serei bem recompen$ado por todo este esforço?
Devo trocar de curso, então?
Será que conseguirei passar nesta disciplina fudida?
Como que eu vim parar aqui?
Vou desistir... ainda estou nov@, posso fazer outra faculdade.
Aquelas aulas de sábado pela manhã é a prova de fogo de toda existência.
Precedida pelas intermináveis aulas de sexta-feira à noite.
Aquela prova sobre 4 capítulos que não xeroquei, ou, que não li.
Mas, o sabor da vida acadêmica é constituído pelas relações que criamos e estabelecemos como tod@s que nos são apresentados.
Aquelas pessoas que desde o primeiro período fazem grupo contigo. Têm aquelas que você conhece ao longo do curso, de outros períodos e cursos, de outras  UnDiversidades.
Tem aulas que é a razão da semana. Têm outras que precedem a abertura do 7Copas.
E por que não o gênesis?
A primeira recuperação... Reprovação. Um porre. As madrugadas em claro diante das apostilas, livros, artigos com café: fusion.
Parece simples, complexo, confuso. Mas, é simplesmente indescritível.
De repente chega o TCC. Oh My Good!
Novamente, loucos, desta vez, pelo fim... Mais noites em claro, abdicação da vida social, apostilas, livros, artigos, café: fusion.
O último período é uma fusão de renúncia e entrega total que culmina na capacidade de manter a sanidade e lucidez e fazer A APRESENAÇÃO para a banca examinadora.
E o momento mais esperado é também temido: Colação de Grau.
Acabou(?)
Re-Começar!
Desta vez, com o Tal do Diploma.
Oh My God!!!
O tempo da Faculdade é único.
 
 
Maryellen Crisóstomo

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30/06

Não peço à Deus a graça de poder narrar minhas histórias, apenas a dádiva de vivê-las. "É bom olhar pra trás E admirar a vida que soubemos fazer É bom olhar pra frente, é bom, nunca é igual Olhar, beijar e ouvir cantar um novo dia nascendo É bom e é tão diferente [...]" (Dessa vez - Nando Reis) Self: M. Crisóstomo

Dúvidas

M. Crisóstomo Ainda não sei, se te olho disfarçadamente ou se contemplo a sua presença. Se caminho ou se corro em sua direção. Se lhe estendo apenas uma mão ou lhe ofereço meu abraço. Não sei se sorrio ao olhar em teus olhos, ou se mantenho a indiferença. Tenho dúvidas se aceito a despedida ou se lhe peço para ficar. Não sei se pergunto por quanto tempo vais ou se posso seguir contigo... Não sei se lhe envio os versos dedicados ou se apago-os ao terminar de digitá-los... Um dia ao recordar todos os poemas que lhe dediquei, reescreverei-os e a ti me entregarei. Imagem: reprodução da internet

(En)constraste-me

Foto: M. Crisóstomo Trazia nas mãos a mais nobre das oferendas: a gratidão. No olhar, a humildade de quem aprendera que desta vida nada se leva. Tinha a voz calma e uma serenidade contagiante. A sua face revela as marcas inevitáveis do tempo que passa e leva consigo o que a juventude não pode conter. Seu olhar é compreensivo e de alguma forma, não me sinto inédita em tua presença. Sua experiência já sabe o que eu sentia e o quanto era efêmero. Toda força física agora convertida em palavras sábias. Com o timbre enfraquecido, ouvi-la exigia o silêncio interno. Ela mudou tanto que cabia perfeitamente no meu abraço. Sem pressa ou qualquer resistência, nunca hesitou adormecer ao som do meu coração. Não sabia quanto tempo lhe restava, mas, sentia que o meu estava esgotando. Texto: M. Crisóstomo